O efeito Medina agitou o mercado ligado ao surf

Publicado em 08/06/2015 por Bruna Santos de Souza

Diretor da Star Point acredita que todos ligados ao esporte devem apoiá-lo e ajudá-lo a se desenvolver, já que os atletas levam para o mundo o nome do País.

Quando um atleta ou uma equipe vence um grande campeonato indiretamente todos ganham. No Brasil o futebol é o que mais tem divulgação, mas os demais desportos também possuem fãs, contudo, ao vencerem torneios importantes a legião de seguidores aumenta. Recentemente isso aconteceu com o surf brasileiro. Com o título mundial conquistado por Gabriel Medina, no fim de 2014, sendo essa a primeira conquista brasileira na competição, o interesse pelo esporte aumentou. O mercado de franquias ligado ao surf sentiu reflexos positivos. Este resultado agradou não apenas o mundo dos negócios, mas aqueles que querem ajudar a desenvolver a modalidade no País. É o caso da rede de franchising Star Point.


A empresa foi criada em 1984 e em 2000 entrou para o mercado de franquias. De acordo com Tucano, diretor da rede, explicou que entrar neste ramo é a forma mais fácil e rápida de expandir uma marca. O diretor externou que ao analisar o mercado, na época, percebeu que faltava algo no varejo em geral, uma forma de comércio como a Star Poit, que já estava ligada ao negócio 2.0, e os shoppings eram o foco.


Atualmente a rede de surf wear possui 20 unidades espalhadas pelo País. Perguntado se a crise econômica brasileira assusta, Tucano salientou que não. Ele acrescentou que cada empresário tem a sua forma de tocar os negócios e enfrentar a crise, além disso o diretor falou que o fator de queda nas vendas também está ligado maturidade do shopping no qual a unidade está instalada. Os centros comerciais mais antigos e com excelência em atendimento seguem atraindo clientes mesmo quando há crise. “É neste momento que os franqueados podem colocar mais as mangas de fora. Ter o controle total das finanças, da sua ‘nave’. Quem tem esse controle sente menos os reflexos da recessão. E na verdade, acredito que no momento temos mais um sentimento de insegurança, do que uma crise econômica de fato”, ressaltou.


Mesmo que o surf seja um esporte de praia, ligado ao verão, no inverno o faturamento das lojas não cai. Como as ondas na estação fria são melhores e maiores, a busca pelos equipamentos se mantém. De acordo com Tucano o faturamento no inverno é semelhante ao verão, porém, o que muda é perfil dos produtos mais buscados pelos clientes, por exemplo, nesta época do ano as roupas de borracha são as mais vendidas.


Com o bom desempenho dos atletas brasileiros em competições internacionais no skate e no surf fazem com que a procura por roupas e demais produtos ligados a estes esportes aumente. Com o primeiro título brasileiro Mundial de Surf, conquistado no ano passado por Gabriel Medina, a divulgação pela grande mídia aumentou. “Hoje o surf é capa dos grandes jornais. O efeito Medina já traz algumas consequências positivas para o esporte. Aumentou o número de praticantes, e as crianças já pedem para aprender a surfar. Isso mexe com toda uma cadeia produtiva. Pois antes de colocar a criança no surf, os pais a colocam em uma escolinha de natação. Além disso, aumenta a venda de acessórios e equipamentos”, contou Tucano.


A Star Point patrocina atletas, expedições e eventos. Um dos projetos é a Real Surfer's Life, no qual nove surfistas, três expedições e quatro competições recebem apoio financeiro. “Toda a empresa que vive de um esporte tem a missão de apoiar o desporto. São os atletas que projetam o esporte para o mundo e faz a máquina girar. Sem o patrocínio aos eventos e atletas o esporte não tem como se desenvolver”, concluiu Tucano.


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