Mercado de alimentação fora do lar supera crise econômica

Publicado em 20/12/2018 por Imprensa

O papel da alimentação na sociedade faz com que o segmento mantenha sua força, fechando 2018 com alta de 3,5% no faturamento

Natal, ano novo, aniversário, casamento ou happy hour. Não importa o tipo de celebração que você faça, a comida não só estará presente, como será parte importante do evento. “Mais do que fonte de energia, o alimento é um instrumento fundamental para a socialização humana. E o papel da alimentação na sociedade faz com que o segmento se mantenha forte e reaja rapidamente aos estímulos da economia”, aponta Adriano Freire, Diretor de Suprimentos e Inovação do Grupo Giraffas.

Números da Associação Nacional de Restaurantes (ANR) comprovam o que pensa o executivo da maior rede de refeições completas do país. Após os primeiros sinais de aquecimento na economia do país, o setor de alimentação fora do lar fechará 2018 com saldo positivo, com alta de 3,5% no faturamento. O crescimento representa um novo horizonte para o setor, que vinha sofrendo quedas desde 2015, com o agravamento da crise econômica e da queda dos níveis de emprego no País. Também, porque foi registrado crescimento mesmo em ano atípico, marcado por uma forte greve dos caminhoneiros, que teve grande impacto no segmento.

Para Adriano, a expectativa é de um 2019 ainda melhor. “Esperamos que o cenário econômico nacional tenha novo aquecimento, e que o nível de emprego cresça, em relação a 2018. Para o segmento de restaurantes, esse fator também é muito importante”, analisa Adriano. A rede prevê um crescimento de 8.2% nas vendas.

Mas se a crise impactou os restaurantes, o setor de alimentação, como um todo, seguiu com crescimento constante nos últimos anos. Só em 2017, o segmento faturou R$ 520,5 bilhões e apresentou alta de 4,6% em relação ao ano anterior, de acordo com relatório da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA).

Na opinião de Adriano, uma mudança no perfil do consumidor brasileiro pode explicar porque o impacto foi maior na alimentação fora do lar. “O brasileiro tem procurado, cada vez mais, uma boa experiência de consumo. Com a crise econômica, a solução para baratear os custos pessoais, sem abrir mão da qualidade nas refeições, é fazer a comida em casa. Então, mesmo que a alimentação fora do lar possa sofrer com crises econômicas, o setor de alimentação, como um todo, não sofre tanto esse impacto”, aponta.

Segundo Freire é importante estar atento às situações de consumo, para se aproveitar das oportunidades que devem surgir para todo o segmento de alimentação. “Acreditamos que esse perfil de consumidor, mais exigente, irá gerar oportunidade para todos, desde os varejistas e supermercadistas, até os restaurantes populares ou mais rebuscados. O segredo é entender o público que se pretende atender e gerar diferentes situações de consumo para ele, sempre entregando produtos de qualidade”, analisa o executivo.

Tendência | Se a experiência do consumo tem sido mais importante a cada dia, não é só ela que influencia na escolha do consumidor, quando o assunto é comida. O brasileiro tem olhado mais para a origem dos alimentos e buscado opções mais saudáveis, com ingredientes orgânicos e um processo de produção mais artesanal e menos industrializado.

Responsável pelo desenvolvimento dos pratos do Grupo Giraffas, Adriano conta como a rede consegue atender a essa demanda do mercado, mesmo com uma cadeia de mais de 400 restaurantes em todo o Brasil. “Apesar de estarmos inseridos dentro do conceito de fast food, tudo é feito na hora para o cliente. Então esse é um grande diferencial. Cada região tem os seus produtores, de quem a rede autoriza o franqueado a comprar. Tudo isso faz um conjunto de ações que diferenciam o nosso produto dos outros. Nossas carnes não são temperadas, processadas ou manipuladas industrialmente. O processo industrial, no Giraffas, está ligado ao embalo dos produtos, não à sua produção”, aponta.

Dentro desse cenário, é possível, ainda, perceber o crescimento do vegetarianismo na gastronomia brasileira. De acordo com pesquisa recente realizada pelo Ibope, 14% dos brasileiros se consideram vegetarianos, o que representa aproximadamente 30 milhões de pessoas. Atento a isso, o Giraffas pretende expandir ainda mais o seu cardápio e trazer uma nova linha de alimentos, voltada para o público vegetariano, nos próximos anos, buscando manter o seu compromisso de levar comida de qualidade, a preços acessíveis, para os mais variados paladares.

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Palavras-chaves: Franquias de alimentação , Giraffas , Franquias de fast-food